terça, 27 de novembro de 2018 - 18:00h - 86
Primeiros medicamentos fitoterápicos serão distribuídos a partir de julho de 2019 no Amapá
Medicamentos foram apresentados durante o I Workshop de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, organizado pela Secretaria de Saúde, em Macapá.
Por: Claudia Cavalcanti
Foto: Claudia Cavalcanti/Sesa
Evento aconteceu no Museu Sacaca, na capital amapaense

Aconteceu nesta terça-feira, 27, no auditório do Museu Sacaca, em Macapá, o I Workshop de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. Organizado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o evento apresentou o programa de implantação de plantas medicinais e fitoterápicos com seus eixos de manipulação, dispensação e capacitação.

Foram apresentados dois fitoterápicos regionais e três medicamentos fitoterápicos industrializados elencados na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename), que serão dispensados no Sistema Único de Saúde (SUS) do Amapá a partir de julho de 2019.

O secretário de Estado da Saúde, Gastão Calandrini, explicou que foi assinado um termo de cooperação técnica entre o Instituto de Pesquisas Cientificas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa), que irá fabricar os fitoterápicos, a Universidade Federal do Amapá (Unifap), que será responsável por capacitar os profissionais que irão dispensar os medicamentos para a população, e a Sesa, que irá fazer a dispensação dos medicamentos.

“A Sesa aderiu, em março deste ano, ao Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. Assinamos esse termo de cooperação para dar mais uma alternativa aos usuários do SUS no Amapá; quem ganha é a população”, afirmou o gestor.

As capacitações serão ofertadas para profissionais de nível superior como médicos, nutricionistas, farmacêuticos, fisioterapeutas e enfermeiros que farão a prescrição dos fitoterápicos. Também participarão profissionais de nível médio e técnico que atuam como agentes de saúde. Eles receberão orientações sobre o consumo correto dos medicamentos para auxiliar a população no uso e dosagem.

Os dois fitoterápicos regionais apresentados no workshop serão fabricados pelo Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa). São eles: Andiroba (Carapa guianensis), para uso tópico indicado como anti-inflamatório, e Sacaca (Croton cajucara Benth), cujo uso é feito através da Tintura Sacaca, indicada para a redução do teor de gordura no sangue (colesterol e triglicérides) e controle de distúrbios dos rins e diabetes.

Os outros três medicamentos industrializados elencados na Rename e que também serão ofertados na rede SUS do Amapá são: Garra do Diabo (Harpagophytum procumbens), para uso oral indicado como anti-inflamatório e no tratamento da dor lombar baixa aguda e como coadjuvante nos casos de osteoartrite; Unha de Gato (Uncaria tomentosa), anti-inflamatório de uso oral e tópico utilizado nos casos de artrite reumatoide, osteoartrite (artrose) e como imunoestimulante, e Soja (Glycine max), indicado como auxiliar no alívio dos sintomas do climatério, tais como fogachos (ondas de calor) e sudorese.

Segundo a coordenadora do projeto de fitoterápicos no Amapá, Juliane Esbizero, a intenção é aumentar o leque de fitoterápicos que serão ofertados para a população.

“A partir de julho de 2019 nosso projeto piloto será no Cerpis (Centro de Referência em Práticas Integrativas e Complementares em Saúde no Amapá). Vamos dispensar para os pacientes que estão em tratamento terapêutico. Depois pretendemos expandir o atendimento para toda a rede estadual e de atenção básica, nas Unidades Básicas de Saúde”, finalizou.

Além da Sesa, Iepa e Unifap, também participaram do evento representantes do Conselho Estadual de Saúde, Centro de Referência em Práticas Integrativas e Complementares em Saúde no Amapá (Cerpis) Conselho Estadual de Farmácia e Coordenadoria de Assistência Farmacêutica (CAF).

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