terça, 26 de novembro de 2019 - 22:05h - 518
Mulheres quilombolas discutem seus direitos nos ‘16 Dias de Ativismo’
O Governo do Estado, através da Secretaria Extraordinária de Política para Mulheres, reuniu mulheres do quilombo das Lagoa dos Índios numa roda de conversa.
Por: Alice Valena
Foto: José Baía/Secom
Mulheres do quilombo da Lagoa dos Índios discutiram seus direitos em rodada de conversa

Preconceito, orgulho, empreendedorismo, educação, racismo, machismo, empoderamento, violência. Palavras que se contrapõem, porém, agregam valor quando discutidas em favor de melhorias de um grupo. Foi dessa forma que, na tarde desta terça-feira, 26, o Governo do Estado, através da Secretaria Extraordinária de Política para Mulheres (SEPM) reuniu mulheres negras moradoras do quilombo das Lagoa dos Índios numa roda de conversa denominada "Mulher Negra – Preconceito, Racismo e Machismo. Uma Reflexão”. O encontro aconteceu Escola Estadual Lagoa dos Índios. O evento faz parte da programação da campanha "16 Dias de Ativismo - juntos pelo fim da violência contra as mulheres".

No encontro, mulheres e homens da comunidade falaram sobre seu dia a dia e os percalços e avanços de suas vidas. Discutiram também quais as demandas, questionamentos e anseios das mulheres negras quilombolas que as políticas públicas precisam chegar e se adequar. Para a secretária extraordinária de Política para Mulheres, Renata Apóstolo Santana, foi uma tarde de escuta.

“Precisamos ouvir as mulheres negras nesse dia, nessa comunidade, e repassar o nosso trabalho junto a elas, principalmente, no que se refere à violência contra à mulher e sobre a agenda extensa dos 16 dias de ativismo”, disse.

A acadêmica de fisioterapia Rosinete Ramos falou sobre preconceito e disse que as meninas e os meninos precisam conversar, em casa, desde cedo, sobre o assunto.

“A criança negra não tem preconceito. Ela não faz diferença de ninguém. Mães e pais precisam dizer, desde cedo, que eles só têm melanina a mais que algumas pessoas. Nada mais. Assim, podem se defender de possíveis agressões racistas”, frisou.

Durante o evento explicou-se como funciona o fluxograma de atendimento da Rede de Atendimento à Mulher (RAM) em casos de violência doméstica, e acerca da identificação da violência, que não é apenas agressão física.

Apoiaram o evento o secretário extraordinário de Política Afrodescendente, Aluízo Carvalho, e a Secretaria de Estado da Educação (Seed), através do Núcleo de Educação Étnico-Racial (Neer), gerenciado pelo professor Ibraim Santana, além do corpo docente da Escola Lagoa dos Índios.

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Créditos:

José Baía/Secom

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