quinta, 22 de novembro de 2018 - 11:30h - 1208
XXIII Encontro dos Tambores enaltece dança afro e beleza negra
Segunda noite do tradicional Encontro dos Tambores teve concurso de beleza e batalhas de hip-hop, na União dos Negros do Amapá.
Por: Phillippe Gomes
Foto: Philippe Gomes/Secom
Apresentações de hip-hop aconteceram no palco alternativo montado na UNA

Quem participou da segunda noite do XXIII Encontro dos Tambores na União dos Negros do Amapá (UNA) presenciou muita dança, emoção e tradicionalidade. Além de capoeira e hip-hop, o público que se fez presente pôde conhecer os novos detentores do título do Concurso a Mais Bela Negra e o Mais Belo Negro. Pelo menos 5 mil pessoas estiveram presentes no evento.

O Governo do Amapá, através da Secretaria Extraordinária de Políticas para os Afrodescendentes (Seafro), firmou parceria com instituições, movimentos e comunidades negras para a programação que prossegue até sábado, 24, com manifestações afro culturais, palestras, seminários, rodas de marabaixo e batuque e apresentações de artistas locais.

Capoeira

A coordenação do evento informou que pelo menos 11 grupos de capoeira de Macapá e Santana fizeram a festa de abertura desta quarta-feira, 21, no bairro Laguinho, em Macapá.

Alan Costa, do grupo Quilombo Brasil, do bairro Novo Buritizal, falou que o trabalho social desenvolvido pelo projeto ajuda a tirar das ruas, jovens que estão em vulnerabilidade social. Para ele, participar da programação do Mês da Consciência Negra foi um orgulho. “Várias crianças vieram e tiveram contato com outros jovens, isso é muito bom, porque incentiva a valorização da nossa cultura e fomenta ainda mais a nossa tradicionalidade”, evidenciou Alan.

A professora paraense Maria do Carmo, 33 anos, participou pela primeira vez do evento e se surpreendeu com os grupos de capoeira que se apresentaram. De acordo com ela, a valorização da cultura afro poderia acontecer em todos os meses e não somente em novembro. “Em Belém [PA], os movimentos sociais são bastante ativos e sempre tem programação, uma iniciativa boa que poderia ser copiada pelo Amapá que é rico em cultura e tradição”, opinou a professora.

Hip-hop

O palco alternativo montado no centro da UNA "pegou fogo" com as batalhas apresentadas pelos veteranos e jovens do hip-hop. Pelo menos nove companhias e vários parceiros participaram dessa programação que, literalmente, agitou o público.

O B.Boy Snoop, ganhador da competição da noite, parabenizou todos que estão envolvidos no evento. Ele considera que os jovens amapaenses devem continuar a tradição e buscar fortalecer os movimentos sociais no estado.

“É uma satisfação enorme estar no palco dançando com meus amigos, ainda mais num momento tão importante, no qual as pessoas buscam acender a tradição e fomentar o respeito entre o próximo. Pena, que, infelizmente a maioria da sociedade discrimina quem dança hip-hop. Mas, estamos aqui para mostrar a nossa cultura junto com as danças de matriz africana. Estamos juntos!”, comentou o B.Boy Snoop.

A Mais Bela Negra e o Mais Belo Negro

Depois de mostrar as suas performances com trajes de banho, gala e dança, os jovens Bruno Lima e Vitória Rodrigues da Silva foram eleitos para assumir o mais novo título do Concurso a Mais Bela Negra e o Mais Belo Negro do Estado do Amapá. A princesa e o príncipe são: Marcos Tadeu e Maiâny de Jesus.

O Mais Belo Negro, Bruno Lima, destacou os esforços que ele e a sua equipe tiveram durante a trajetória até à vitória.

“A responsabilidade é enorme, porém, vou representar com muito orgulho a minha conquista. Pode ter certeza que as pessoas não vão se decepcionar, agradeço a todos que me ajudaram a conquistar esse sonho”, declarou Bruno.

A Mais Bela Negra do Amapá, Vitória Rodrigues, 16 anos, atribuiu a vitória à dedicação da equipe e ao sonho que ela mesma tinha de conquistar o título.

“Foram muitos dias de ensaios, sofrimentos e dedicação. Agradeço a organização do evento e, principalmente, a todas aquelas pessoas que me ajudaram a chegar aqui”, finalizou Vitória Rodrigues.

Programação da Semana da Consciência Negra

22/11 (quinta-feira)

19h - Religiosidade de Matriz Africana

23/11 (sexta-feira)

08h às 13h - Roda de Conversa “Resistir e Superar: A Arte do Empoderamento Do Povo Negro”

20h - Grupo Folclórico de Marabaixo Dica Lemos e Grupo de Jovens Estrela do Marabaixo Renascer

20h30 - Grupo Folclórico Herdeiros do Marabaixo da Campina Grande e Grupo de Marabaixo Manoel Felipe

21h - Grupo de Marabaixo da Comunidade Quilombola do Ambé e Grupo Folclórico São José do Mata Fome

21h30 - Grupo de Dança Cultural Berço do Marabaixo e Azebic

22h - Marabaixo do Pavão e Marabaixo São José

22h30 - Grupo Folclórico Tia Joaquina e Grupo Irmandade São Benedito do Mazagão Novo

23h - Movimento Reggae

24/11 (sábado)

16h às 19h – Caminhada Zumbi de Palmares

20h - Grupo Folião da Nossa Senhora da Piedade do Carvão e Associação Cultural São Tomé

20h30 - Associação Cultural Raízes da Favela- Dica Congó e União dos Devotos de Nossa Senhora da Conceição

21h - União Folclórica São Sebastião da Ilha Redonda e União Folclórica de Campina Grande

21h30 - Grupo Folclórico de Marabaixo Tia Sinhá e Associação Cultural Torrão do Matapi

22h - Marabaixo Dança do Amapá e Movimento de Jovens Afrodescendentes do Amapá

22h30 - Associação Folclórica Santo Antônio e São Benedito do Coração e Batuque Malocão do Pedrão

23h - Marabaixo do Maruanum e Grupo de MarabaixoTradicional São João do Maruanum II

00h - Banda Negro de Nós

Oficinas – de 20 a 24 de novembro

Grupo de Dança Cultural Herdeiros da Tradição

Marabaixo Filhos de São Tomé-Alto Pirativa

Batuque Raízes do Bolão

Associação Folclórica de Marabaixo Irmandade de São José

Grupo de Marabaixo Santo Antônio do Matapi

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Créditos:

 Philippe Gomes/Secom

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