quinta, 21 de maio de 2020 - 17:31h - 644
Choveu em Macapá mais da metade do previsto para o mês de maio, aponta meteorologia
Nos primeiros 20 dias, choveu 200 milímetros na capital. Faixa litorânea do estado também registrou grande volume de chuvas.
Por: Ailton Leite
Foto: Maksuel Martins/Secom
No Amapá, o mês de maio marca a diminuição das chuvas, período que se estende até agosto.

Nos primeiros 20 dias do mês de maio, o Núcleo de Hidrometeorologia e Energias Renováveis do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (NHMET/Iepa) registrou em Macapá um volume de chuvas acima da metade do esperado para o mês no estado. Segundo o órgão, choveu na capital 200 milímetros.

De acordo com o meteorologista do Iepa, Jefferson Vilhena, as precipitações estão dentro das previsões, que estimavam um grande volume de chuvas na região nos primeiros 15 dias do mês de maio.

"Temos observado um grande volume de chuvas na região litorânea do estado, que vai do Oiapoque até Laranjal do Jari, incluindo o arquipélago do Bailique e todas as comunidades ribeirinhas dessa região. Nos últimos três dias houve uma diminuição de precipitações nessa área", explicou.

O meteorologista ressalta, ainda, que o mês de maio marca a diminuição das chuvas, período que se estende até agosto. Mesmo assim, ele faz uma previsão de que é possível chover acima da média esperada, em torno de 360 milímetros.

"Nos municípios de Oiapoque, Calçoene e Amapá, os registros apontam mais de 300 milímetros de chuvas", frisou.

De acordo com Vilhena, são precipitações normais para o período, provocadas pela zona de convergência intertropical, fenômeno onde as nuvens ficam estacionárias na região litorânea do Amapá, Pará e até da Guiana Francesa, provocando assim chuvas intensas nessas regiões.

"O que seria anormal é se registrassemos chuvas nas cabeceiras dos rios, como as que ocorreram no início do mês", ressaltou.

Sobre alagamentos, o meteorologista alerta que podem ocorrer nas áreas urbanas de Macapá e Santana, considerando a precarização do sistema de drenagem, que não consegue escoar as águas da chuva com facilidade em vários pontos dessas cidades.

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