sábado, 21 de março de 2020 - 14:08h - 1701
Justiça determina retorno de ambulâncias e do atendimento na UTI do HCAL
As duas ações foram protocoladas pela PGE, nas Justiças Estadual e Federal.
Por: Cleia Andrade
Foto: Ascom/PGE
Judiciario acata duas ações da PGE

O Estado conseguiu nas Justiças estadual e federal duas decisões que garantem o funcionamento de equipamentos essenciais para pacientes da rede pública hospitalar.

A primeira decisão, expedida na sexta-feira (20), é referente a uma empresa com contrato de prestação de serviço de ambulâncias que retirou os veículos de circulação, sob alegação de inadimplência.

O contrato está em vigência até julho de 2020. O Estado entende que essa medida causa prejuízo a prestação contínua do serviço de saúde, principalmente no momento em que o Amapá enfrenta a pandemia do CONVID-19.

“Nesse aspecto, é importante ressaltar a prestação de serviço de ambulâncias é essencial no combate a transmissão do vírus, pacientes transportados por veículo especializado evita que tenham contato direto com outras pessoas”, argumentou na decisão a juíza Alaíde Maria de Paula, da 4ª Vara Cível de Fazenda Pública de Macapá.

A decisão da magistrada é para que a empresa, com sede em Ribeirão Preto (SP), retorne imediatamente com a prestação dos serviços de ambulância em todas as unidades de saúde do Estado, sob pena de multa diária em R$ 10 mil em caso de descumprimento.

UTI

A outra ação devolveu o serviço de Unidade de Terapia Intensivo do Hospital de Clínicas Dr. Alberto Lima, que estava fora de atividade por conta de interdição ética do Conselho Regional de Medicina (CRM-AP).

O Estado acionou a Justiça Federal para garantir a saúde dos pacientes que necessitam da UTI do HCAL. Na decisão, liminar, o juiz federal Hilton Sávio Gonçalo Pires destacou que “o CRM não tem competência para determinar a interdição de espaço hospitalar, o que implica a nulidade do ato impugnado”.

“Foram duas grandes vitórias conquistadas, não só ao Estado, como para a população, que nesse momento de cuidados extremos por conta do coronavírus não deve ficar desassistida”, comemorou a procuradora Mayara Lourenço, responsável pelas ações do Estado.

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