terça, 19 de novembro de 2019 - 22:36h - 2110
‘Essa experiência foi minha salvação’, diz beneficiária do Renda certificada em projeto
Setecentas beneficiárias do Renda para Viver Melhor foram certificadas no projeto Inclusão Produtiva, que desenvolve habilidades empreendedoras.
Por: Nathacha Dantas
Foto: José Baía
Quatro mulheres foram escolhidas para representar as 700 certificadas num ato simbólico

Nesta terça-feira, 19, 700 beneficiárias do programa Renda para Viver Melhor receberam o certificado de conclusão do projeto Inclusão Produtiva, no auditório do Sebrae, durante a programação do Encontro de Mulheres Empreendedoras, que celebrou o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino.

Das participantes, quatro mulheres foram escolhidas para representar as demais no ato de certificação simbólica. Entre elas, Helena Patrícia Nascimento, 45 anos, mãe de quatro filhos e beneficiária do Renda há um ano.

Ela contou que o projeto a ajudou com a depressão, adquirida após a morte da mãe. Atualmente, Helena se redescobriu no artesanato, confeccionando e comercializando quadros de diversos materiais, como papelão, EVA, PETs, entre outros.

“Costumo dizer que essa experiência foi minha salvação. Resgatei habilidades, como o artesanato e a paixão pela fotografia, e, agora, já reabilitada emocionalmente, quero crescer ainda mais no ramo do empreendedorismo”, comemora.

Marta Regina Gomes, 33 anos, também conta com o auxílio do benefício social para manter o filho de 7 anos. Segundo ela, nos encontros do projeto Inclusão Produtiva sua visão se abriu para a possiblidade de uma renda própria e ajuda no sustento de sua família.

“Não quero depender do benefício social, mas, quero ter minha própria renda para viver e oferecer uma melhor qualidade de vida para minha família e para a comunidade onde vivo”, enfatizou.

O projeto Inclusão Produtiva foi realizado em parceria com o Sebrae/AP, por meio do programa Aqui Tem Sebrae, e a Assembleia Legislativa do Amapá, através do projeto Caminho Empreendedor, de autoria da deputada estadual e presidente da Comissão de Empreendedorismo da Alap, Marília Góes.

A deputada palestrou sobre empreendedorismo, e falou que a diferença entre homens e mulheres, quando empreendem, é que 90% retorna para a sociedade, quando a mulher empreende, enquanto que, quando são homens, o retorno cai para 40%.

“Não é feminismo, é estatística. É caraterística da mulher pensar no coletivo, pois, quando ela gera renda, ela gera, tanto para sua casa quanto para sua comunidade, oferecendo oportunidade de emprego para as outras pessoas. E esse é nosso alvo: que todas as mulheres possam empreender além da necessidade, visualizando a oportunidade”, frisou Marília.

A diretora-técnica do Sebrae, Marciane Santo, ressaltou a importância das mulheres na sociedade como um todo, fazendo referência ao Produto Interno Bruto (PIB), fortalecendo a economia do país.

“Já somos a maioria da população, as mais escolarizadas, 51% dos novos negócios são liderados por mulheres, e, a cada quatro lares brasileiros, um é chefiado por mulher. Já atingimos muitos dados interessantes, mas, não podemos nos dar por satisfeitas, devemos continuar na busca pela igualdade de oportunidades, e o empreendedorismo faz parte desse processo”, avaliou. 

Projeto Inclusão Produtiva

Coordenado pela Secretaria de Inclusão e Mobilização Social (Sims), o projeto faz parte do Plano de Empoderamento Socioeconômico elaborado para garantir às famílias beneficiadas pelo Programa Renda para Viver Melhor (PRVM) alternativas de superação diante da vulnerabilidade socioeconômica e a possibilidade de renda própria, buscando de forma digna a emancipação socioeconômica. Foram oportunizadas diversas capacitações, entre elas: oficinas de empreendedorismo, oficinas de manualidades, gestão em atendimento ao cliente e técnicas de vendas.

O objetivo do projeto é fazer com que as beneficiárias do programa se percebam enquanto cidadãs e despertem suas qualidades e habilidades empreendedoras. 

De acordo com a secretária de Inclusão e Mobilização Social, Albanize Colares, o projeto busca qualificar a beneficiária para o mercado de trabalho, assim que acaba o prazo de permanência de dois anos, podendo se estender para mais dois, se ainda constatada a situação de vulnerabilidade socioeconômica, sendo que a desenvoltura do trabalho depende da vocação de cada mulher.

“Duas mil beneficiárias do Renda serão certificadas este ano em todo o estado, faremos outras cerimônias como esta nos demais municípios. Para 2020, devemos expandir o programa e almejamos que mais mulheres participem, uma vez que só são certificadas as que cumprem o curso até o final”, concluiu Albanize.

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Créditos:

José Baia

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