quarta, 18 de abril de 2018 - 18:34h - 416
Força-tarefa levanta número de afetados com alagamentos e distribui água potável no Jari
Governo do Amapá está com uma força-tarefa na região Sul para dar assistência às famílias atingidas.
Por: Da Redação .Colaboradores: Ailton Leite
Foto: Ailton Leite/Secom
Distribuição está sendo feita pela Defesa Civil do Estado e Município em carros-pipas e caminhões do Governo do Amapá

O Governo do Amapá começou a distribuir água potável às famílias atingidas por alagamentos no município de Laranjal do Jari, na região sul. A distribuição está sendo feita pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) em conjunto com a Defesa Civil Municipal, em carros-pipas e caminhões cedidos pelo Governo do Estado.

Em seis dias de elevação do nível do Rio Jari, mais de 8 mil pessoas de oito bairros já foram atingidas, assim como casas e prédios públicos, fazendo que o prefeito de Laranjal do Jari, Márcio Serrão, decretasse Situação de Emergência nesta quarta-feira, 18. “Dessa forma, o município poderá receber apoio do Estado e da União para ações de socorro e de recuperação”, justificou.

Força-tarefa

Antes mesmo da decretação da Situação de Emergência, o Governo do Amapá enviou uma força-tarefa para o município de Laranjal do Jari para assistir às famílias afetadas. E já iniciou o cadastramento das pessoas atingidas, por meio da Secretaria de Estado de Mobilização e Inclusão Social (Sims), para que possam receber a assistência necessária.

Segundo o assistente social da Sims, Caíque Matos, o levantamento das famílias busca saber o grau de vulnerabilidade social e os riscos que elas podem vir a sofrer. "Este cadastro mapeia a quantidade de pessoas por domicílio e vai ajudar a ter uma noção exata de quantos poderão receber benefícios como água potável, cesta básica e produtos de higiene pessoal", explicou.

O cadastro iniciou pelo bairro das Malvinas, um dos mais afetados pelos alagamentos com 606 imóveis atingidos e 1477 pessoas afetadas. Uma delas foi a dona de casa Maria de Lurdes Lobato, 56 anos, moradora da passarela 7 de novembro. Ela considera fundamental esse tipo de ajuda do Estado. “Principalmente para quem vive a incerteza de a qualquer momento ter a casa invadida pelas águas”, complementou.

Monitoramento

O nível do Rio Jari vem sendo monitorado desde a semana passada. Ele começou a subir na quinta-feira, 12, alcançando 1,74m. As primeiras famílias começaram a ser transferidas para abrigos e casas de parentes na sexta-feira, 13, quando o nível chegou a 1,97m, atingindo quatro bairros: Malvinas, Centro, Santarém e Sumaúma.

Na segunda-feira, 16, o volume de água acima do normal alcançou 2,32 metros; na tarde do dia seguinte aumentou para 2,39m; baixou para 2,34 metros na manhã desta quarta-feira, 18, e voltou a baixar para 2,30m no fim da manhã, atingindo mais quatro bairros: Mirilândia, Nova Esperança, Sagrado Coração de Jesus e Três Irmãos. Na tarde desta quarta, voltou a subir para 2,33m.

As águas atingiram quatro escolas municipais: Samauma, João Queiroga, Paulo Freire e Santa Maria Menina; três estaduais: Sonia Henriques, Emílio Médice e Irandir Nunes; uma Unidade Básica de Saúde; o Centro de Referência e Atendimento à Mulher (Cram) e a Secretaria Municipal de Transportes. 

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Créditos:

Ailton Leite/Secom

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