quarta, 16 de maio de 2018 - 16:26h - 301
GEA envia reforço policial para aumentar segurança pública no Jari
Policiais do Bope foram deslocados para a região. O GTA está a postos para o suporte aéreo, se necessário e o CBM/AP já se deslocou com a ajuda humanitária.
Por: Da Redação .Colaboradores: Elden Carlos de Melo
Foto: Philippe Gomes/Secom
O reforço policial é para evitar furtos e saques dos materiais que são transportados dos locais inundados

O Governo do Amapá enviou nesta quarta-feira, 16, policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) para reforçar a segurança da população do município de Laranjal do Jari, na região sul do Estado. Com os alagamentos provocados pela cheia do Rio Jari, a polícia tem registrado alguns crimes de naturezas diversas, como furtos e saques, principalmente, de materiais que são transportados do local inundado para abrigos ou casas de familiares.

“O Estado está presente e monitorando essa situação, desde 9 de abril, quando houve o primeiro registro de cheia. Ocorre que, de acordo com os levantamentos da Defesa Civil, houve uma evolução preocupante das águas, provocando grandes prejuízos aos munícipes. Por isso, estamos reunindo com as forças de segurança para o envio de reforço ao município”, assegurou o secretário de Estado da Justiça e Segurança Pública, coronel PM Carlos Souza.

O Grupo Tático Aéreo (GTA) está a postos para atuar em casos que necessitarem do suporte aéreo. A Polícia Civil também reforçou o número de policiais na região. Homens do Corpo de Bombeiros Militar do Amapá (CBM/AP) estão sendo deslocados, em balsas, com a ajuda humanitária enviada pelo Ministério da Integração Nacional (kits de higiene pessoal e alimentos) que serão distribuídos aos moradores.

O plano emergencial e estratégico de atendimento às famílias de Laranjal do Jari foi traçado durante reunião com a cúpula da segurança pública do Amapá, nesta quarta-feira, quando o nível do Rio Jari chegou a 2,76 metros acima do normal.

Os números atualizados da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil revelam que, nas últimas 12 horas, havia 24 famílias desabrigadas [92 pessoas] e outras 92 famílias desalojadas [424 pessoas]. Sete pessoas receberam atendimento médico por picada de animais peçonhentos e houve registro de cinco casos de pneumonia e três de hepatite. O número de pessoas socorridas com sintomas de doenças diarreicas agudas chega a 827 casos. Já foram distribuídos 114,8 mil litros de água potável.

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