quarta, 16 de maio de 2018 - 22:11h - 121
Curso de designer em madeira vai ofertar 30 vagas no Sambódromo
Iniciativa busca formar mão de obra qualificada para atuar no segmento de arte em madeira. Aulas devem iniciar na primeira quinzena de junho.
Por: Ailton Leite
Peças produzidas em madeira têm grande valor comercial e um grande mercado para consumo

O Centro de Expressões Artísticas e Culturais Sambódromo, ligado à Secretaria de Estado de Cultura (Secult), abriu as inscrições para a primeira Oficina de Arte em Madeiras Amigos da Natureza. Das 30 vagas ofertadas, cinco já foram preenchidas. Os interessados podem se inscrever até 30 de maio e optar pela turma da manhã ou da tarde. Cada uma terá 15 alunos. As aulas estão previstas para a primeira quinzena de junho.

Com carga horária de 140 horas e dois meses de duração, o curso funcionará em três dias da semana (segunda-feira, quarta-feira e sexta-feira). As inscrições são feitas no próprio centro, localizado no Sambódromo, com taxa ao preço de R$ 20. De acordo com o idealizador da oficina e diretor do Centro de Expressões Artísticas e Culturais, Reginaldo Silva, o objetivo é formar mão de obra qualificada para o mercado local.

“O Estado é carente de profissionais que trabalhem arte em madeira, e formar mão de obra para atuar nesse segmento vai garantir que, no futuro, essas pessoas possam ter trabalho e renda”, ressaltou Silva.

A oficina é destinada aos moradores do entorno do Sambódromo ou interessados em aprender a arte de esculpir em madeira, que terão, ainda, aulas de ambientalismo e de empreendedorismo. Haverá, também, aula no balneário de Fazendinha, onde os participantes poderão desenvolver o aprendizado em pedaços de madeiras localizadas às margens do rio.

No encerramento, as peças confeccionadas durante a oficina serão expostas. “Será o momento em que a sociedade terá a oportunidade de conhecer o trabalho desenvolvido pelos alunos, durante o curso”, destacou o idealizador da oficina.

Ele ressaltou que a arte de designer em madeira é um segmento ainda pouco difundido no Amapá. Apenas duas pessoas desenvolvem trabalhos nesta área. O diretor acrescentou que, dependendo do serviço, o artista pode gerar uma renda de até R$ 600 por peça confeccionada. “Trata-se de uma arte apreciada pelos brasileiros e, principalmente, por estrangeiros. Por exemplo, tenho peças que confeccionei e que foram adquiridas por pessoas que moram nos Estados Unidos, na Europa e até no Japão”, revelou.

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