sexta, 16 de agosto de 2019 - 13:56h - 1433
Bloco amazônico assina acordo com a China para desenvolver turismo na região
Encaminhamento atende a iniciativas do governo brasileiro para simplificar a entrada dos viajantes chineses no país.
Por: Gabriel Dias .Colaboradores: Andreza Teixeira
Foto: Ricardo Nascimento
Assinatura da cooperação aconteceu em Brasília

O Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal deu mais um passo para garantir o desenvolvimento econômico e social da região, que ocupa 61% do território nacional. Nesta quinta-feira, 15, um Memorando de Entendimento para a Cooperação com a Confederação Nacional de Serviços Brasil (CNS) foi assinado pelo governador do Amapá, Waldez Góes, que preside o consórcio, e a empresa chinesa HRH Information Technologies Company.

O importante encaminhamento, que beneficia o desenvolvimento e turismo na região amazônica, atende a iniciativas do governo brasileiro para simplificar a entrada dos viajantes chineses no país. Segundo a Embaixada da China no Brasil, o país asiático é atualmente o maior emissor de turistas para o mundo. São 135 milhões que viajam todos os anos para o exterior. De acordo com a Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), 69% dos chineses que vêm ao país têm como motivo negócios e 23% buscam lazer.

E o Amapá quer entrar na rota desses visitantes. De modo geral, segundo o Ministério do Turismo, entre 2017 e 2018, o número de chegadas de turistas internacionais aumentou no Amapá, de 25.425 para 33.383.

Desenvolvimento sustentável

Com a assinatura do memorando, o bloco amazônico pretende promover o desenvolvimento sustentável da região, já que o seu potencial turístico está principalmente ligado à diversidade e às paisagens naturais da Amazônia.

O acordo assinado nesta quinta-feira começou a ser construído a partir do estreitamento de relações do consórcio com os países que integram o Brics (Brasil, China, África do Sul, Rússia e Índia), e visa à cooperação mútua entre as partes com base nas potencialidades comuns, sobre investimento, infraestrutura, indústrias, turismo, e-commerce, comércio e cooperação de serviços.

O memorando terá duração de cinco anos e deverá beneficiar os nove estados que integram o consórcio com produtos e serviços brasileiros ofertados ao mercado chinês e vice-versa, através da HRH wiki-Map e plataforma HRH. O acordo vai possibilitar que Pequenas e Médias Empresas (PME) possam promover o comércio eletrônico e divulgar seus produtos e serviços locais para o mercado chinês através da plataforma HRH.

“Esse é um momento muito importante para a estratégia que estamos coordenando de desenvolvimento da Amazônia brasileira. Queremos recepcionar os turistas chineses que viajem pelo mundo e, assim movimentar a economia da região”, destacou o presidente do Consórcio Interestadual, governador Waldez Góes.

Entusiasta da vocação turística e desenvolvimento do Amapá, o senador Lucas Barreto participou da agenda e referendou o potencial do estado. Ele também convidou os chineses a conhecerem o Amapá.

Parceria

O presidente da HRH Information Technologies Company, Yan Zhou, disse que a maioria dos chineses já ouviu falar da Amazônia, e tem o desejo de visitar a região. Para ele, a parceria deverá atrair muitos turistas chineses, através de ações promocionais realizadas pela empresa. “A plataforma HRH já conta com vários tipos de ferramentas, como de mapeamento, informações turísticas, serviços de compras e emergência”, explicou.

A partir da assinatura do Memorando de Entendimento, o próximo passo é os estados-membros do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal se organizarem para integrar a HRH wiki-Map e a plataforma HRH, nas políticas públicas de compra e venda de seus produtos e serviços.

“No Amapá, as secretarias de Estado do Planejamento [Seplan] e Turismo [Setur] estudarão a melhor forma para a utilização dos instrumentos”, adiantou o titular da Seplan, Eduardo Tavares.

O documento foi assinado pelo presidente do consórcio, Waldez Góes, o governador do Amazonas, Wilson Lima, o presidente da Confederação Nacional de Serviços Brasil, Luigi Nesse, o diretor da Confederação Nacional de Serviços Brasil, Dácio Pretoni, e o presidente da HRH (Chongqing) Information Tecnologies Co, Ltd – China, Yan Zhou.

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Créditos:

Ricardo Nascimento

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