terça, 14 de junho de 2016 - 15:36h - 6054
Doenças mentais e atendimento às grávidas são discutidos na Semana da Saúde na Fronteira
Os profissionais relacionam o problema com a quantidade de bebidas e outras drogas, que comumente são ingeridas na área de fronteira.
Por: Elmano Pantoja

Na tarde desta terça-feira, 14, durante a programação da Semana Saúde na Fronteira, técnicos buscaram soluções para problemáticas comuns entre Oiapoque e Guiana Francesa. A temática da saúde mental foi um dos assuntos principais discutidos na Semana da Saúde na Fronteira, devido a grande quantidade de pessoas com doenças mentais naquela região.

Os profissionais relacionam o problema com a quantidade de bebidas e outras drogas, que comumente são ingeridas na área de fronteira.  Do lado francês, em Saint Georges, a situação se agravou por não ter um centro de tratamento especifico para doenças mentais. 

Do lado brasileiro, no município de Oiapoque foi criado um modelo hospitalocêntrico para acolher pacientes em crise, urgência e emergência, além do acompanhamento após a alta médica. O centro foi implantado em 2015 e vai ser inaugurado ainda esse ano. Vai ser usado tanto por brasileiros, quanto por franceses.

Para Rilene Mascarenhas, coordenadora estadual de Saúde Mental, a discussão é fundamental devido o fluxo na área transfronteiriça. “Esse é o momento em que o nosso Estado, junto com o lado francês, discutem tais política. Ambos os lados têm o interesse no assunto”, relatou. 


Grávidas na fronteira 

O atendimento às mulheres grávidas também foi discutido durante o evento. Profissionais do Amapá e do território francês buscaram alinhar medidas que possam oferecer um melhor atendimento, principalmente em casos de gravidez de risco e em anomalias identificadas durante a gestação. 

Nesses casos, as mulheres que apresentam essas condições em Oiapoque são transferidas para serem acompanhamentos na capital. No território francês, elas são encaminhadas para Caiena, Paris ou para as Antilhas francesas.

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