sexta, 14 de fevereiro de 2020 - 20:50h - 1232
Escolas estaduais terão 192 novos ‘alunos conciliadores’ para ações de 2020
Iniciativa do Tjap continua a atender as escolas Coelho Neto, Antônio Cordeiro Pontes, Sebastiana Lenir e Raimunda dos Passos.
Por: Caroline Mesquita
Foto: Erich Macias/Seed
Estudantes de quatro escolas estaduais participam do projeto.

O projeto “Aluno Conciliador” capacitou 192 novos estudantes da rede estadual de ensino para atuarem ao longo do ano letivo de 2020. A iniciativa do Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap) busca ajudar a comunidade escolar na solução de conflitos.

Nesta sexta-feira, 14, foram entregues os certificados de 94 estudantes das escolas estaduais Antônio Cordeiro Pontes e Coelho Neto. Já na quarta, 13, o projeto contemplou 98 alunos das escolas Sebastiana Lenir e Raimunda dos Passos.

A estudante Roana Teixeira, de 16 anos, será “aluna conciliadora” na escola Antônio Cordeiro Pontes. Para ela, a capacitação abordou o diálogo, a empatia e formas de resolver conflitos, o que vai fazer a diferença na rotina escolar.

“É difícil estar em um conflito e não saber como resolvê-lo. Agora podemos ajudar. Vamos demonstrar como é conciliar e ter empatia pelo outro”, pontuou.

Sobre o projeto

O Aluno Conciliador conta com apoio da Secretaria de Estado da Educação (Seed), que capacita os estudantes interessados em melhorar o ambiente escolar durante casos de conflitos em sala de aula.

Esse projeto faz parte do programa “Mediação Escolar”, realizado pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do Tjap. A proposta é uma troca de vivências que facilita a comunicação entre professor e aluno.

“O estudante diz ‘eu sei o que ele tá passando, eu já passei por isso’. E assim, com o jovem se comunicando, identificamos que ficaria mais fácil a conciliação”, disse a supervisora do Programa de Mediação Escolar, Euzinete Bentes.

Para o ouvidor da Seed, Jetro Nunes, o Aluno conciliado é um forte aliado das escolas, famílias e da sociedade. Ele destaca a importância da voz dos estudantes dentro da discussão para um melhor ambiente escolar.

“Menos conflitos vão chegar à nossa Ouvidoria, pois esse aluno vai buscar a mediação consensual, vai realizar dentro das escolas um diálogo voltado para dirimir os conflitos. E nada melhor do que o próprio aluno para conhecer os seus problemas”, finalizou.

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