quarta, 13 de novembro de 2019 - 21:57h - 7236
‘Ser mulher não me impediu’, diz 1ª PM feminina a se formar junto com homens no Choque
Mãe de um menino de 12 anos, Edlane conta que não pensou em desistir da capacitação, mesmo diante das diversas dificuldades do Curso
Por: Jorge Abreu
Foto: Netto Lacerda
Com a formação, a soldado Edlane Rodrigues passa a integrar o Bope

Determinação e muita coragem levaram a soldado Edlane Barreto Rodrigues, 35 anos, a ser a primeira policial militar do sexo feminino a se formar no Curso de Operações do Batalhão de Choque do Amapá.

A cerimônia de formação ocorreu nesta quarta-feira, 13, na sede do Batalhão de Operações Especiais (Bope), no Quartel da Polícia Militar (PM). De 46 policiais considerados aptos ao curso, 13 chegaram até a reta final e receberam as condecorações.

Mãe de um menino de 12 anos, Edlane conta que não pensou em desistir da capacitação, mesmo diante das diversas dificuldades que enfrentou na vida e também no curso. Ela destaca a importância de acreditar nos próprios sonhos.

“Eu passei por muitas dificuldades durante o curso. E ser mulher, ter a característica feminina, não me impediu de chegar aos meus objetivos. Eu agradeço à Polícia Militar por proporcionar esse curso que eu sonhava há muito tempo”, agradeceu.

Em 2019, a soldado completa oito anos na PM. Ela começou a carreira militar no 7º Batalhão, de Porto Grande, e depois passou a fazer parte do 2º Batalhão, responsável pela zona norte de Macapá. Com a formação, a policial passa a integrar o Bope.

“É uma honra para mim ter essa formação. Minha família, meus colegas de farda e até pessoas que eu não conhecia estavam torcendo por mim, e isso me ajudou muito para que eu chegasse até aqui”, disse.

O curso formou 12 policiais militares, sendo três de Santa Catarina e um do Amazonas. Além de Edlane, outro destaque do curso foi João Vitor de Jesus, 25 anos. Ele foi o primeiro policial civil a se formar nessa categoria de curso.

 

O Bope tem oito policiais do sexo feminino com formação no curso de Controle de Estudos Civis do Choque. O Batalhão de Choque pode manusear armas não-letais e atuar em operações no sistema penitenciário, reintegração de posse, entre outros.

Para o comandante do Bope, major Kleber Silva, a formação representa um reforço a mais na segurança pública. O curso, que tem 62 dias de treinamento físico e psicológico, é reconhecido nacionalmente pela complexidade das disciplinas.

“A formação da 4ª turma do curso de operação de choque é um ganho muito grande para a Polícia Militar, e, também, para a sociedade amapaense. Agora, temos mais policiais mais bem preparados para o serviço de segurança”, ressaltou.

O titular da Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Carlos Souza, enfatiza que os investimentos do Governo do Amapá vão além das reformas prediais e construções de obras, alcançando a capacitação dos profissionais.

“A qualidade do curso é inegável. Ver policiais de outros estados virem buscar essa formação mostra a qualidade do trabalho. O Governo do Estado, mais uma vez, mostra, com muita competência, a valorização profissional através do curso”, finalizou.

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Netto Lacerda

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