quinta, 12 de março de 2020 - 14:28h - 553
Dia Mundial do Rim: conheça os cuidados, riscos e tratamento
Consumo excessivo de sal e baixa ingestão de água estão entre os principais fatores de alteração no funcionamento do órgão.
Por: Claudia Cavalcanti
Foto: Elmano Pantoja
Consumo diário de água deve ser entre 1,5 litro e 3 litrospara manter trabalho do rim sem sobrecarga e sem déficit.

O Dia Mundial do Rim é celebrado nesta quinta-feira, 12, e essa data reforça a importância dos cuidados. Ingerir bastante água e diminuir o consumo de sal entre as principais dicas para manter o funcionamento do órgão.

O rim é responsável pela eliminação de toxinas do sangue através do sistema de filtragem, regulação da formação de sangue e ossos, controle da pressão sanguínea e do balanço químico de substâncias produzidas pelo próprio corpo, além de líquidos como a urina.

A nefrologista Valéria Alcântara, explica o elevado consumo de sal e alimentos embutidos e a baixa ingestão de água estão entre os principais fatores de alteração no funcionamento do órgão.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o consumo diário de sal fique em torno de 5g, mas a média brasileira é de 12g. Esse desequilíbrio pode causar insuficiência renal e, em alguns casos, pode até causar a morte.

“A população ingere, por dia, uma quantidade abaixo do que é aconselhado que é entre 1,5 litro e 3 litros. Essas recomendações são aceitáveis para manter trabalho do rim sem sobrecarga e sem déficit”, disse Valéria.

Para melhorar ou prolongar a longevidade são utilizados métodos de terapia substitutiva como a hemodiálise, que é a filtragem do sangue, através de uma máquina, e também o transplante de rim.

Entretanto ambos os métodos impactam no estilo de vida dos pacientes. No caso da hemodiálise é necessário que o paciente desloque-se até uma unidade para passar pelo processo 3 vezes por semana, cada sessão dura em média 4 horas, o que compromete o trabalho e a vida produtiva.

Atualmente as clínicas de nefrologia do Hospital de Clínicas Alberto Lima (Hcal), em Macapá, e do Hospital Estadual de Santana (HES) atendem mais de 300 pacientes que precisam fazer a hemodiálise.

Já o transplante é apenas o início de uma longa jornada para o paciente, que terá que fazer o acompanhamento ambulatorial periódico prolongado, além de tornar-se mais suscetível a infecções.

Pacientes que possuem doenças crônicas como diabetes, pressão alta, cardiopatias, cálculos renais ou infecções urinárias repetitivas devem ter atenção dobrada, já que são patologias que causam alterações no funcionamento do corpo, com possibilidade de danos renais.

“Não quer dizer que todo paciente que tenha doenças crônicas vai desenvolver doenças renais, mas há uma grande chance, por isso a necessidade do acompanhamento em conjunto com o nefrologista”, continuou a especialista.

Sinais de alerta

Quando a atividade renal está comprometida, os rins sempre dão sinais de alerta, fique atento a alguns deles:

  • Vontade frequente de urinar
  • Urinar em pouca quantidade de cada vez
  • Alterações da cor e cheiro da urina
  • Dor constante no fundo das costas ou flancos
  • Fraqueza
  • Mal-estar
  • Perda de apetite e sabor metálico na boca
  • Inchaço
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