segunda, 11 de junho de 2018 - 14:12h - 122
UPA Zona Sul realiza mais de 3 mil atendimentos em 15 dias
Levantamento ainda mostrou que 47% dos atendimentos foram de baixa complexidade e deveriam ter sido acolhidos nas Unidades Básicas de Saúde do município.
Por: Claudia Cavalcanti
Foto: André Rodrigues/SECOM
Média de atendimentos da UPA Zona Sul é de mais de 200 atendimento diários

Nos primeiros 15 dias de funcionamento, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Sul, que faz atendimentos de urgência e emergência, realizou 3.246 mil atendimentos, desse total 47% eram de baixa complexidade e deveriam ter sido acolhidos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

O diretor da UPA, Antônio Carlos Ferreira, falou que alguns fatores contribuem para a sobrecarga de atendimentos na unidade, como o fechamento para reforma de duas UBSs na Zona Sul, a Lélio Silva, no bairro Buritizal e a Congós.

“Quando fizemos o planejamento do fluxo de atendimentos da UPA, estimamos em 150 atendimentos diários, mas hoje, com a demanda que deveria ser das UBS, estamos atendendo de 230 até mesmo 300 pacientes por dia”, disse.

Por conta da alta demanda, a unidade passou a contar com 3 profissionais médicos 24 horas, para trazer agilidade e segurança nos atendimentos.

A unidade é voltada para atendimentos de média complexidade, considerados de urgência e emergência, como pressão alta, fraturas, cortes, dor torácica, febre acima de 39 graus, fraturas, parada respiratória ou cardíaca, hemorragia intensa, infartos e derrames, o que deve contribuir para a redução da demanda do Hospital de Emergência (HE).

O secretário de Estado da Saúde, Gastão Calandrini, ressaltou que o Governo do Estado retomou a campanha “Mais Saúde”, para orientar a população qual unidade procurar, dependendo da gravidade do caso.

“Temos trabalhado para conscientizar a população para que procure o primeiro acolhimento nas Unidades Básicas de Saúde, que devem ser a porta de entrada do usuário no sistema, e usem as UPAs, HE e o Pronto Atendimento Infantil nos casos de urgência e emergência”, explicou.

Acolhimento

A classificação de risco é uma triagem a que o paciente é submetido logo que dá entrada em busca de atendimento na unidade. É através dela que será avaliada a gravidade do caso e qual será o tempo estimado de atendimento.

O paciente receberá uma pulseira que identificará qual será a prioridade dele. As pulseiras são azul, verde, amarela, vermelha ou laranja.

A pulseira verde representa que o paciente não corre risco de morte, podendo ser atendido sem prioridade. Os pacientes identificados com a pulseira azul são aqueles que poderiam procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no próprio bairro, sem precisar ir a uma UPA. Como ele não corre risco de morte, poderá aguardar um pouco mais para ser atendido.

Já o paciente que receber a pulseira amarela ou vermelha necessita de atendimento de emergência ou de urgência e será prioridade, pois corre risco de morte. Ele, então, é imediatamente encaminhado para o médico, que vai avaliar e tomar as providências necessárias. E o que receber a pulseira laranja é aquele que precisar de atendimento urgente com risco de agravamento do quadro clínico.

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