terça, 09 de abril de 2019 - 18:48h - 4400
Tecnologia de bloqueio de celular e drone é apresentada à Segurança Pública do AP
Governo do Amapá dispõe de R$ 3 milhões para implantação do sistema. A mesma tecnologia já está implementada em 23 presídios do Estado de São Paulo.
Por: Elder de Abreu
Foto: Netto Lacerda / Sejusp
Sistema foi apresentado ao secretário Carlos Souza (Sejus) e representantes do sistema prisional, nesta terça-feira

A Segurança Pública do Amapá estuda a contratação de um serviço de tecnologia de bloqueio de celulares e drones desenvolvida pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em parceria com uma empresa fundada por ex-alunos da instituição de ensino.

O sistema foi apresentado à cúpula do sistema prisional amapaense nesta terça-feira, 9, pelo professor doutor da Unicamp, Leandro Manera, e o engenheiro de radiofrequência, Eduardo Nager, proprietário da empresa parceira, que desenvolve projetos na área de telecomunicações junto com a universidade.

Segundo Nager, a tecnologia já está implementada em 23 presídios do Estado de São Paulo e funciona com extrema eficiência. Ele explicou, durante apresentação para o secretário de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Carlos Souza, e outros gestores do setor no Estado, que a plataforma de bloqueios de sinais de comunicação foi desenvolvida para agir apenas dentro das unidades prisionais, sem interferir no funcionamento da vizinhança – como ocorreu com um sistema contratado pelo Estado do Amapá.

“Hoje em dia, para se fazer o confinamento do bloqueio de celular, usam técnicas de engenharia de radiofrequência, que utiliza várias pequenas antenas com sinal direcionado, e não uma única antena potente. Por isso, a gente consegue bloquear o sinal de quem está dentro do presídio e quem está fora não é afetado. Os moradores do entorno não são atingidos pelo bloqueio”, afirmou Nager.

De acordo com ele, esse tipo de tecnologia é mais adequada à característica do Brasil, que possui a maioria dos seus presídios em regiões urbanas, diferente do sistema carcerário norte-americano, por exemplo, que concentra suas cadeias longe dos centros urbanos.

“É um modelo que bloqueia todas as operadoras de telefonia e mais o sinal wi-fi. Hoje nós temos a tecnologia de internet 3G e 4G em operação, mas, daqui a pouco, as operadoras disponibilizam outra banda, um 5G, e a tecnologia que bloqueia os sinais 3G e 4G precisará ser atualizada, o que não dá para fazer com um equipamento obsoleto”, explicou o engenheiro.

O secretário Carlos Souza disse que o Amapá já possui R$ 3 milhões disponíveis para investir em sistemas que impeçam a comunicação de líderes de facções presos com criminosos de fora do presídio, para, assim, desarticular ações criminosas organizadas.

“Não queremos comprar um equipamento, pois com a evolução rápida da tecnologia, ele pode tornar o aparelho comprado obsoleto em poucos meses. O ideal é contratar um serviço, estabelecer um contrato com uma empresa de tecnologia, pois os engenheiros especialistas vão fazer sempre a atualização dos sistemas”, explicou o secretário de Segurança do Amapá.

O professor Leandro Manera destacou que o sistema é, também, muito eficiente contra a movimentação de drones. Movidos a sinais de radiocomunicação, criminosos usam esses aparelhos para entrega de drogas, armas, celulares e outros objetos nas cadeias brasileiras.

“Os drones também podem ser bloqueados. A tecnologia usa aparelhos que bloqueiam frequências utilizadas no controle do voo de um drone. O sistema gera um alarme e localiza a posição do drone no espaço e, sobretudo, o lugar onde está o piloto do aparelho”, explicou Manera.

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