terça, 08 de janeiro de 2019 - 18:00h - 5063
Baleia encontrada morta no Bailique servirá de estudos para pesquisadores do Iepa
Ossada do animal será transportada até a capital para ser pesquisada, e, futuramente, poderá ser exposta no Museu Sacaca.
Por: Weverton Façanha
Foto: José Baía / Secom e Divulgação
Baleia foi encontrada na localidade de Ilha Vitória, no dia 15 de dezembro

Os restos da baleia jubarte encontrada morta em uma comunidade do Arquipélago do Bailique, no dia 15 de dezembro passado, servirão para basear estudos do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa). O primeiro passo é transportar a ossada do animal até a capital, onde será feito o trabalho de análise e, futuramente, exposição.

Na última sexta-feira, 4, uma equipe de pesquisadores se deslocou até a localidade de Ilha Vitória, para iniciar o processo de retirada do esqueleto do animal, junto com moradores. Eles foram auxiliados por policiais do Batalhão Ambiental, da Polícia Militar.

“Os serviços são para limpar os ossos e colocá-los em uma área segura, pois onde está existe a influência da maré, o que pode deixar o esqueleto incompleto, já que o material pode ser levado pelas águas”, informou a pesquisadora do Iepa, Cláudia Funi.

O material, que pesa cerca de uma tonelada, será transportado até a capital por uma balsa, que será preparada de acordo com as especificidades do resgate. Apesar dos esforços para coletar informações sobre a baleia, os pesquisadores afirmam que não será possível definir a causa da morte, por exemplo.

A bióloga Daniele Lima, do Instituto Mamirauá (AM), que trabalha em parceria com o Iepa, explica que foi possível colher muito material, mas, devido ao estado avançado de decomposição, alguns questionamentos não devem ser esclarecidos.

“É o primeiro registro de encalhe da espécie de baleia jubarte no Amapá, mas como o animal foi encontrado em uma área remota e o estado de decomposição já estava muita avançado, só foi possível encontrar tecidos para estudos genéticos, o que possibilitará descobrirmos se era macho ou fêmea e saber se o animal pertence ao grupo recorrente nas águas do hemisfério sul ou norte”, explicou a bióloga.

O animal possivelmente é um adulto, estimado em 12 metros de comprimento e com um peso entre 25 e 30 toneladas. Após todas as pesquisas existe a expectativa de expor o esqueleto da jubarte no Museu Sacaca. No país, somente quatro museus possuem este tipo de acervo.

O animal só foi encontrado em águas próximas ao Amapá com as pesquisas de buscas por petróleo, mas longe da costa, ou seja, em águas profundas e oceânicas. Na costa norte do Brasil, só existe o registro de encalhe de baleias jubarte nos Estados do Maranhão e Pará e, agora no Amapá.

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Créditos:

José Baía/Batalhão Ambiental/Divulgação

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