sexta, 07 de dezembro de 2018 - 15:25h - 163
Escolas apresentam projetos de educação inclusiva desenvolvidos na rede estadual de ensino
Iniciativa proporciona aos profissionais da educação, momentos de apreciação e reflexão das práticas educacionais inclusivas existentes nas escolas do Amapá.
Por: Wellington Costa
Foto: Pedro Gomes/Seed
Jogos Perguntados e Quiz, que consistem em perguntas e respostas, foram produzidos a partir de materiais reciclados e auxiliam no aprendizado de Libras e outras disciplinas

Trabalhar pintura e desenho pela perspectiva da matemática usando, por exemplo, formas geométricas para expressar essas artes, é o objetivo do projeto MatemArte, em que a estudante Vivian Fernandez participa. A aluna é da Escola Estadual Maria do Carmo Viana dos Anjos, localizada no bairro Novo Horizonte, zona norte de Macapá. O projeto já rendeu dois prêmios importantes em feiras de matemática no estado do Acre e, também, no Amapá.

“As artes em formas geométricas derivaram de um desafio do nosso professor. Nunca imaginei que meus desenhos fossem premiados. Isso mostra que nós somos estudantes de altas habilidades. Mostra, também, do que outros estudantes com deficiência visual ou auditiva, por exemplo, são capazes, além da importância da inclusão de todo mundo no processo educacional”, destacou a jovem.

O MatemArte é um dos projetos de educação inclusiva desenvolvido na rede estadual de ensino do Amapá e que está sendo apresentado na Feira de Intercâmbio Inclusiva: Praticando a inclusão e trocando experiências. O evento é organizado pelo Governo do Amapá, através do Núcleo de Educação Especial (Nees) da Secretaria de Estado da Educação (Seed). A exposição dos trabalhos reúne 15 escolas estaduais no Centro Educacional Raimundo Nonato, no bairro Buritizal, até as 17h desta sexta-feira, 7. É a primeira edição da feira.

“A feira foi pensada no sentido de que, com estas amostras diversificadas de projetos, acredita-se que aquelas escolas que ainda encontram-se com dificuldades em praticar ações inclusivas, possam ser estimuladas a redimensionar as mudanças em suas práticas”, reforçou a gerente do Núcleo de Educação Especial da Seed, Rubenita Teles.

A rede estadual de ensino do Amapá conta com a atuação de cerca de 700 professores efetivos no quadro de Atendimento Educacional Especializado (AEE), todos com especialização em educação especial, atendendo cerca de 3 mil estudantes da educação especial. Hoje, além do atendimento prestado no AEE, o Amapá tem quatro centros especializados: Centro Raimundo Nonato, Centro de Atendimento ao Surdo, Centro de Atividades de Altas Habilidades e Superdotação e Centro de Apoio Pedagógico ao Deficiente Visual.

Outras iniciativas apresentadas na feira foram os jogos Perguntados e Quiz, que consistem em perguntas e respostas. Os jogos foram produzidos a partir de materiais reciclados como papelão, fio elétrico, tampinha de garrafa pet, e outros, para trabalhar o ensino da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e as disciplinas de português, matemática, história, ciências e geografia com os alunos da educação especial. As iniciativas são de professores da Escola Estadual Maria de Nazaré Pereira Vasconcelos.

“No jogo Quiz, por exemplo, o aluno aprende as cores. De um lado, a pergunta feita em língua de sinais e, do outro, as alternativas de respostas. Ele encaixa os cabos na alternativa que ele julga ser correta e a luz acende se a resposta estiver certa. Esse jogo foi premiado na Feira de Ciências do Amapá, esse ano. Fico feliz em poder compartilhar esses projetos com outros colegas”, comentou o professor Fábio Oliveira, um dos idealizados dos jogos.

Para a professora do atendimento educacional especializado na Escola Maria do Carmo Viana, Luziane Brito, o dia foi de conhecer o que os colegas produzem em suas referidas unidades escolares, e ver de que forma adaptar para a realidade de sua comunidade.

“Muitos desses estudantes faziam terapia, sofriam de depressão, mas a partir do momento que ingressaram em projetos especificamente adaptados para as suas necessidades, esse quadro mudou. Hoje vemos jovens mais sociáveis, integrados ao ambiente escolar e sem depressão. Isso reforça a importância do nosso trabalho”, disse a professora Luziane Brito.

A Feira de Intercâmbio Inclusiva também vai acontecer no município de Santana, na próxima sexta-feira, 14. Lá, a feira será realizada na Escola Estadual Augusto Antunes, localizada na Rua Salvador Diniz, 1631, no Centro de Santana.

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Créditos:

Pedro Gomes/Seed

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