sexta, 07 de dezembro de 2018 - 13:23h - 229
Com terreno garantido, construção da Casa da Mulher Brasileira deve iniciar em 2019
Obra é fruto de uma parceria entre o Governo do Amapá e a Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres (SNPM); governo doou área na zona norte de Macapá.
Por: Gabriel Dias .Colaboradores: Nathacha Dantas
Foto: Maksuel Martins/Secom
Titular da SEPM, Wellen Azevedo, mostrou o terreno para a secretária nacional, Andreza Colatto, nesta sexta-feira, 7

A secretária nacional de Políticas para Mulheres, Andreza Colatto, está cumprindo agenda no Amapá nesta sexta-feira, 7. Pela a manhã a gestora visitou o terreno onde será construída a Casa da Mulher Brasileira - espaço integrado e humanizado de atendimento às mulheres em situação de violência - fruto de uma parceria entre o Governo do Amapá e a Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres (SNPM). A previsão é de que a obra inicie, ainda, no primeiro semestre de 2019.

Andreza Colatto destacou o empenho do Governo do Amapá na mobilização para implementar o projeto no estado, garantindo o fortalecimento à violência contra a mulher no Amapá. “Essa parceria com o governo, através da cessão do terreno e da mobilização para a construção da obra, tem sido fundamental para que a União pudesse trazer esse projeto”, identificou a secretária.

Casa da Mulher Brasileira

A Casa da Mulher Brasileira é uma inovação no atendimento humanizado às mulheres. Integra, no mesmo espaço, serviços especializados para os mais diversos tipos de violência contra as mulheres: acolhimento e triagem; apoio psicossocial; delegacia; Juizado; Ministério Público, Defensoria Pública; promoção de autonomia econômica; brinquedoteca; alojamento de passagem e central de transportes.

A área onde será construído o prédio mede um total de 9.988.3680m² e foi adquirida por meio de termo de cessão de uso gratuito celebrado entre o estado e a União. O terreno está localizado na Rodovia Tancredo Neves, bairro São Lázaro, com entrada pelo prédio da Secretaria de Estado de Transportes (Setrap), zona norte de Macapá.

O prédio deverá ter 3,6 mil metros quadrados, reunindo em um único local, todas as instituições que trabalham no enfrentamento à violência contra a mulher. O investimento do governo federal na construção do complexo será de R$ 10,5 milhões, além de R$ 8 milhões, a título de manutenção, que serão liberados por meio de convênio celebrado entre a União o Governo do Amapá. Após a conclusão da obra, o Executivo será o responsável pela administração do complexo.

A implantação da Casa da Mulher Brasileira vem sendo articulada desde 2015 pelo Governo do Amapá, com o trabalho da ex-titular da Secretaria Extraordinária de Políticas para as Mulheres (SEPM), Aline Gurgel, que tratou em diversas agendas com a SNPM, sobre a construção do espaço. E não apenas durante sua gestão à frente da SEPM, como, também, durante o seu mandato como vereadora de Macapá.

"Agora como deputada federal eleita, vamos intensificar nossa luta em favor das mulheres. O governo do estado já faz um excelente trabalho no atendimento às mulheres vítimas de violência. Com a chegada dessa casa, será possível inovar e realizar os atendimentos num só local, assim resguardando a mulher atendida", vislumbrou a parlamentar eleita.

Atendimento às mulheres

De acordo com a atual secretária Extraordinária de Políticas para as Mulheres, Wellen Azevedo, anualmente são atendidas cerca de 3 mil mulheres em situação de violência em todo o Estado.

Com a construção da Casa da Mulher Brasileira, o Amapá conseguirá concentrar todos os atendimentos em um único lugar, segundo previu a gestora. “A casa vai oferecer todos os tipos de atendimentos para as mulheres e seus dependentes. Chegando ao complexo, essas pessoas só sairão, após terem recebido todo o apoio necessário para os casos de violência que tenham sofrido”, garantiu Wellen Azevedo.

O projeto é um dos eixos do programa "Mulher Viver sem Violência", coordenado pela Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres e facilita o acesso aos serviços especializados para garantir condições de enfrentamento da violência, o empoderamento da mulher e sua autonomia econômica. O Amapá vai aderir ao programa na tarde desta sexta-feira, às 15h, para quando está agendada a assinatura do termo de adesão, no Palácio do Setentrião, em Macapá.

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Créditos:

Maksuel Martins/Secom

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