quinta, 06 de dezembro de 2018 - 18:56h - 237
Governo do Estado prepara intervenção emergencial contra a malária
Estado fará ação educativa e distribuição de mosquiteiros impregnados com inseticida em seis municípios que registram mais de 80% dos casos da doença.
Por: Júlio Miragaia
Foto: Nathan Zahlouth / SVS
Amapá recebeu 50 mil mosquiteiros para distribuir aos municípios a partir do início de 2019

O Governo do Amapá recebeu na tarde de quarta-feira, 5, o terceiro lote de mosquiteiros impregnados com inseticida, para camas e redes, que serão usados para combater a malária no Estado. 50 mil unidades serão distribuídas em municípios que registraram taxas elevadas da doença em 2018.

De acordo com a Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS), está sendo preparado para o começo de 2019 um plano de intervenção emergencial de controle da malária em Mazagão, Santana, Porto Grande, Pedra Branca, Oiapoque e Serra do Navio.

O superintendente da pasta, Dorinaldo Malafaia, explica que a entrega do material aos municípios será garantida com treinamento e instalação pelos agentes de endemias. Além disso, uma caravana da vigilância em saúde deverá realizar ações educativas nessas regiões, com o objetivo de fortalecer a prevenção e promoção da saúde.

“Esses mosquiteiros têm a durabilidade de cinco anos e precisam ser lavados de três em três meses, de preferência com sabão neutro, para que o inseticida seja reativado. A redução dos índices da doença (malária) passa pela observação dessas orientações e das estratégias adotadas pelo Estado, junto aos municípios”, explicou o gestor.  

O diretor-executivo da SVS, Emanuel Bentes, informou que as regiões nas quais as ações serão direcionadas representam, atualmente, 85% dos casos de malária no Amapá e que com o trabalho a ser realizado, a expectativa é que em 2019 haja expressiva redução da doença.

“Os mosquiteiros impregnados com inseticidas farão um controle eficaz do vetor Anofhelino, infectado com o plasmodium, no interior dos imóveis, inviabilizando a transmissão intradomiciliar da doença. Esse tipo de transmissão é responsável, hoje, por aproximadamente 90% dos casos no Estado”, analisou Bentes.

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