segunda, 04 de novembro de 2019 - 14:19h - 579
Projeto incentiva pré-natal em homens durante programação ‘Novembro Azul’
Público masculino só procura a rede de saúde através da urgência e emergência. Ideia é que os homens sejam atendidos desde a atenção primária.
Por: Elmano Pantoja
Foto: André Rodrigues/Sesa
Normalmente o homem só procura tratamento a partir de algum caso de urgência médica, avaliam técnicos

Um dos principais objetivos da campanha "Novembro Azul", destinada a desenvolver ações de promoção à saúde do homem é incentivar o público masculino a adotar métodos preventivos, de modo a evitar que o principal acesso deles à saúde se dê através da rede de urgência e emergência.

A preocupação fez com que o Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), incluísse nas ações deste ano projetos como o pré-natal do parceiro, onde os homens são convidados a fazer quase todos os exames que a mulher faz, como: sífilis, HIV, hemograma, glicemia, colesterol, dentre outros.

Segundo o coordenador técnico da Saúde do Homem, da Sesa, Roosevelt Pureza, doenças do sistema circulatório como infarto, AVC, insuficiência cardíaca, dentre outras, são a segunda causa que mais acomete o público masculino. Devido a isso, nesse período, é importante não limitar a prevenção de doenças apenas ao câncer de próstata.

"Pelo fato de o homem não se preocupar muito com exames preventivos, quando descobre uma doença ela já está em situação grave. O resultado disso é que esse paciente acaba entrando pela rede de saúde através da urgência e emergência, aumentando o risco de sequelas e reduzindo as chances de salvamento. Então, um dos nossos objetivos, é corrigir esse fluxo, incentivando que o acesso à rede de saúde seja pela atenção primária", explicou o coordenador.

Ainda segundo Pureza, o câncer de próstata continua sendo abordado em todas as ações do "Novembro Azul", mas para uma faixa etária específica. Seguindo normas do Ministério da Saúde, o exame de próstata é indicado para homens a partir dos 55 anos. Mas para aqueles que têm risco maior, com histórico familiar ou ascendência africana, a indicação é que procurem um urologista a partir dos 40 anos.

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Créditos:

André Rodrigues/Sesa

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