segunda, 02 de setembro de 2019 - 18:17h - 881
Projeto tecnológico ajuda no desenvolvimento sustentável em comunidade do Bailique
Moradores de Franquinho receberam projeto de energia limpa e tratamento de água. Produção e armazenamento de polpa de frutas têm crescimento.
Por: Rafael Aleixo
Foto: Rafael Aleixo
'Projeto energia renovável: iluminando ideias' foi inaugurado no sábado, 31

Foi inaugurado no sábado, 31, em Franquinho, comunidade do Bailique, o “Projeto energia renovável: iluminando ideias”, que corresponde à instalação de painéis solares geradores de energia elétrica para áreas essenciais da região habitada por 63 moradores.

A solenidade contou com a presença de representantes da Universidade do Estado do Amapá (Ueap), Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapeap), Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Setec) e os moradores da comunidade.

“Hoje, é um dia muito especial. Chegamos à conclusão de um trabalho árduo, mas, cheio de recompensas. Foram meses de instalações, ajustes, capacitações através de cursos e de um convívio maravilhoso com os moradores”, disse a coordenadora do projeto, Carla Cabral.

Na localidade, boa parte da renda das famílias é oriunda do extrativismo, através da coleta e a comercialização de polpa de frutas. Antes da chegada da energia, os produtores enfrentavam dificuldade de armazenamento.

De acordo com Marinelza Rocha, produtora local, todos os freezers estão cheios, com a chegada da energia elétrica.

“Nos outros anos, a gente perdia toda a nossa produção de polpas, porque não tinha como conservar. Hoje, a gente guarda polpa de taperebá, cupuaçu, graviola, goiaba, araçá e, no período de safra, o açaí”, comemorou a produtora. A maioria desses produtos é comercializada em Macapá, pelos próprios moradores ou em comunidades maiores do Bailique.

Para ajudar no desenvolvimento econômico local, o projeto instalou, além das placas solares, uma estação de tratamento de água movida à energia fotovoltaica. O sistema dessaliniza a água do rio e a torna apta para o consumo e a produção das polpas.

O projeto foi o vencedor de um edital lançado em 2015, pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap), que é vinculada à Setec, com o valor conveniado em R$ 1 milhão, com a petrolífera Total E&P do Brasil.

A comunidade terá o acompanhamento técnico por um ano. A partir disso, os moradores assumem diretamente a responsabilidade pela manutenção dos equipamentos. O recurso oriundo da produção local deverá ajudar na manutenção.

O projeto seguiu todas as etapas previstas e foi além dos objetivos propostos, destacou a diretora-presidente da Fapeap, Mary Guedes. “Além dos sistemas de energia e água, o projeto também possibilitou a instalação de internet e de um rádio comunicador na comunidade. A vila passa, a partir de agora, a ter comunicação com as outras localidades”, pontuou a diretora.

A possibilidade de transferência tecnológica foi destacada pela reitora da Ueap, Kátia Paulino. “O projeto é um ótimo exemplo para ser replicado para outras comunidades da região. Temos aqui um protótipo que deu certo e mudou a realidade das pessoas”, enfatizou a reitora. 

Como funciona o sistema fotovoltaico

Na comunidade, as placas solares alimentam um circuito elétrico que possibilita o funcionamento de uma rede de iluminação pelas passarelas, igreja e escola. A energia também proporcionou melhoria na comunicação local, através da instalação de um novo rádio comunicador.

As placas possibilitam também energia para o funcionamento da Estação de Tratamento de Água (ETA), capta a água do rio, trata em um sistema de reservatórios através da adição de produtos químicos específicos para este fim, e, por fim, dessaliniza, fornecendo água potável à população. 

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Créditos:

Rafael Aleixo

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