quinta, 05 de novembro de 2020 - 17:00h - 6563
Ministério de Minas e Energia apresenta ao governo plano para solucionar apagão no Amapá
Pasta informou que retomada no fornecimento de energia poderá ser feito em três etapas. Estado adotou medidas para diminuir os impactos do incidente.
Por: Jorge Abreu
Foto: Maksuel Martins/Secom
Reunião com represetantes dos governos federal e estadual ocorreu no Palácio do Setentrião.

O Ministério de Minas e Energia apresentou nesta quinta-feira, 5, ao Governo do Estado as propostas de soluções sobre o apagão que afeta 13 municípios do Amapá, após um incêndio na subestação da empresa Isolux, contratada pela União e que atende ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

De acordo com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, o processo para normalização no fornecimento de energia acontece em três etapas. Ele destaca que a pasta criou um Gabinete de Crise para acelerar a resolução do problema causado pelo incidente e garantir segurança elétrica ao Amapá.

“Estamos adotando outras ações para trazer geradores para o Estado do Amapá afim de servirem como segurança para o fornecimento de energia e também atender locais especiais, principalmente naquilo que o Estado achar prioritário”, explicou.

Entenda o caso

Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o incêndio provocou um desligamento automático das linhas de transmissão no trecho Laranjal/Macapá às 20h47 da terça-feira, 3, assim como das usinas hidrelétricas Coaracy Nunes e Ferreira Gomes.

A situação causou uma interrupção de 250 MW de carga, afetando o fornecimento de 13 dos 16 municípios. A situação não afeta os municípios de Oiapoque, Laranjal do Jari e Vitória do Jari.

Soluções apresentadas

  • Curto prazo: a recuperação do transformador que foi danificado no incêndio. A subestação tinha três transformadores (dois responsáveis pelo fornecimento de energia e o terceiro era o reserva), cujo todas estão indisponíveis, mas um deles teve um dano menor, que foi na bucha de conexão do transformador com a rede. Este transformador passa por testes para poder voltar em funcionamento no sistema. Caso o resultado seja positivo cerca de 60% a 70% da carga de energia será reestabelecida nos 13 municípios afetados ainda nos próximos dias.
  • Médio prazo: um segundo transformador está sendo trazido da subestação de Laranjal do Jari, de 100 MWA, que chega na capital em um prazo de 15 dias. A utilização deste equipamento não afetará o fornecimento no município que fica no extremo sul. Durante este período é feito a desmontagem do transformador, retirada do óleo, transporte fluvial e terrestre e instalação. Com este segundo equipamento, o Amapá já garante 100% no fornecimento de energia.
  • Longo prazo: um terceiro transformador está sendo trazido de Boa Vista (RR), que também passa pelo processo de desmontagem, retirada do óleo, transporte fluvial e terrestre e instalação. O prazo para este processo é de 30 dias. Este terceiro transformador de reserva garante a segurança energética do estado.

Providências locais

Para acompanhar todo o processo de solução adotada pela União, o Governo do Amapá montou um comitê de crise composto pelo Gabinete Civil, Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Defesa Civil, Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS), Secretaria de Saúde (Sesa), Companhia de Água e Esgoto (Caesa) e Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA).

Com objetivo de amenizar os impactos causados pela interrupção na distribuição de energia, o comitê estadual juntamente com o Exército Brasileiro alimentam a cada 6 horas todos os sistemas isolados de geração de energia dos hospitais, além do abrigo São José e o sistema penitenciário.

Além disso, o Estado adotou medidas para retomar os serviços de captação de água, tratamento e distribuição, que foram afetados pela falta de energia. O governador Waldez Góes autorizou a contratação de geradores de grande porte para disposição especificamente na Caesa.

“O comitê criado pelo Estado monitora em tempo real todas as unidades hospitalares públicas e privadas. Nós sabemos que há um consumo também muito grande de óleo diesel por parte do setor privado, como das atividades essenciais. A equipe também monitora o abastecimento de combustível que é usado nos geradores”, finalizou o governador.

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