segunda, 03 de fevereiro de 2020 - 21:16h - 5076
Escolas estaduais mostram bom índice de aprovação de alunos em universidades públicas
As escolas Alexandre Vaz Tavares e Gabriel de Almeida Café, em Macapá, tiveram resultados expressivos em aprovações de estudantes em universidades públicas.
Por: Caroline Mesquita
Foto: Erich Macias/Seed
Silas Ramos e Kássio Xavier (ao centro) fazem parte dos 36 estudantes aprovados da escola Alexandre Vaz Tavares.

As escolas estaduais Alexandre Vaz Tavares e Gabriel de Almeida Café comemoram o expressivo número de aprovações de alunos em universidades públicas. Os estudantes foram aprovados em universidades federais do Amapá, Minas Gerais e Pará, através de processo seletivo e também pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Há calouros de várias áreas, como Direito, Relações Internacionais, Engenharia Civil, Jornalismo, Arquitetura, Fisioterapia, Ciências da Computação, Enfermagem, e outros.

Até o momento, a Secretaria de Estado da Educação (Seed) mapeou 228 aprovações de alunos da rede estadual, 72 desses só das duas escolas. O número de aprovados ainda está em atualização e deve aumentar também com o resultado do vestibular da Universidade do Estado do Amapá, marcado para 10 de fevereiro. O resultado já supera as aprovações do ano passado, que foram de 101 estudantes.

Preparação para o Enem

Na escola Alexandre Vaz Tavares, desde a 1ª série do ensino médio, os estudantes já começam a serem preparados para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Todo ano é feito um simulado para os alunos já se habituarem ao tempo de prova, analisarem como os conteúdos são cobrados e tirar dúvidas com os professores.

Silas Ramos e Kássio Xavier, ambos de 17 anos, estão na relação dos aprovados do Alexandre Vaz Tavares. Silas passou em licenciatura em História, na Universidade Federal do Amapá (Unifap), e Kássio em licenciatura em Física, no Instituto Federal do Amapá (Ifap). Eles comentam sobre o apoio dos professores nessa etapa de vestibular e sobre técnicas de estudo para fixar os conteúdos do exame.

“O conteúdo que se vê na escola tem que ser repassado e estudado em casa, para não ser uma aprendizagem superficial. E isso nossos professores também nos ensinam, como, por exemplo, a fazer mapas mentais”, disse Silas.

Inspiração

Os jovens desejam trabalhar na escola no futuro, já que serão professores e têm carinho pela instituição e por seus educadores.

“Quem me entusiasmou a ser professor de Física foi o professor Samuel aqui da escola. Quando pensamos em desistir, os professores nos puxam e nos botam pra cima, esse é o diferencial”, frisou Kássio.

Central do Enem


Nas duas escolas funcionam polos da Central do Enem – cursinho gratuito ofertado pelo governo para preparar estudantes e comunidade externa para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O diretor da escola Gabriel de Almeida Café, Rhuam Marinho, acredita que o apoio do cursinho foi essencial para o sucesso de aprovações.

“Tivemos dois alunos que passaram em Direito, curso muito concorrido na Unifap. É um trabalho conjunto, de professores, equipe pedagógica, funcionários de apoio, estudantes e família. Além disso, tivemos os professores da Central do Enem que trabalhavam todas terças e quintas com nossos alunos. A escola está em festa”, comemorou.

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