terça, 12 de setembro de 2017 - 21:31h
Evento discute indicação da Fortaleza de São José como Patrimônio Mundial da Unesco
Reconhecimento mundial do valor histórico do monumento é de extrema importância para sua preservação.
Por: Andreza Teixeira
Foto: Maksuel Martins
Secretário de Estado da Cultura, Dilson Borges, ressaltou a importância do reconhecimento pela Unesco para a preservação da Fortaleza

Aos 235 anos, a Fortaleza de São José de Macapá, maior estrutura do tipo na América Latina, é um Patrimônio Material Nacional. Devido a sua importância histórica, desde 2015, o monumento integra a Lista Indicativa do Patrimônio Mundial elaborada pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e enviada à Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura (Unesco). O documento reúne 19 monumentos históricos brasileiros candidatos ao reconhecimento em 2021.  

A indicação da Fortaleza de São José foi discutida durante a oficina Gestão de Fortificações Brasileiras, ocorrida nos dias 11 e 12 de setembro, no Museu Sacaca, Zona Sul de Macapá.  Realizado pelo Iphan, o evento reuniu membros do próprio Instituto, do Governo do Estado do Amapá e de outros órgãos que discutiram sobre as estratégias de sustentabilidade, modelo de gestão de uso, criação de um comitê técnico local para acompanhar a candidatura, entre outros aspectos. Eles ainda visitaram o monumento para conhecer suas condições.

Por fim, estabeleceu-se uma matriz de responsabilidades e um cronograma de trabalho relacionados aos encaminhamentos para a candidatura. As adequações consistem, principalmente, em melhorias na iluminação e na infraestrutura da obra arquitetônica e de seu entorno. “São requisitos que necessitam ser cumpridos para que a Fortaleza de São José atinja o objetivo de ser reconhecida pela Unesco como Patrimônio Mundial”, pontuou o superintendente do Iphan no Amapá, Haroldo Oliveira.

O reconhecimento mundial do valor histórico do monumento é de extrema importância para sua preservação. A medida trará maior visibilidade à obra arquitetônica, trazendo benefícios como o fortalecimento da cultura e do turismo local, além da inclusão do ensino da história da Fortaleza na rede escolar. O tombamento também trará a possibilidade de atrair meios para a autossustentação da estrutura.

O secretário de Estado da Cultura, Dilson Borges, frisou que a ação tem grande importância para o monumento e a perpetuação de sua relevância para a história da humanidade. “O Governo do Estado entende que o reconhecimento como Patrimônio Mundial beneficiará a Fortaleza de São José, e estamos trabalhando para concretizar esta meta”, frisou.

O gestor reforça que o monumento e seu entorno passam por obras de revitalização desde julho de 2017, com investimento orçado em R$ 3 milhões oriundos do Tesouro Estadual. Os trabalhos abrangem a parte elétrica, iluminação, revitalização de banheiros, dos espelhos d’água, da casamata, do playground e troca de transformadores.

O reconhecimento da Unesco deve ocorrer até 2021. Até lá, serão realizados vários encontros técnicos em todos os Estados onde estão localizados os monumentos, com vistas à concretização do objetivo.

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